Google cria serviço de hospedagem para projetos de código aberto
Por Nancy Gohring*, para o IDG Now!
Dublin – Reações da comunidade variam desde críticas ao SourceForge até apreensão quanto aos limites de licença no serviço do Google.
O Google está oferecendo espaço para hospedar projetos de desenvolvimento de software livre, em um movimento que foi recebido com reações diversas pela comunidade open source.
Como parte da nova oferta, lançada na quinta-feira (27/07), o desenvolvedor tem acesso a 100 MB (megabytes) de disco para compartilhar seu projeto de código aberto, e pode utilizar ferramentas como rastreador de observações e suporte a lista de e-mail.
De acordo com o Google, o objetivo do projeto é fomentar comunidades produtivas e saudáveis de código aberto. Para usar o serviço, é preciso ter uma conta de e-mail no Gmail. Por enquanto, o serviço não é suportado por anúncios e os desenvolvedores também não podem incluir publicidade nas suas páginas de projeto.
Além disso, os projetos inclusos na plataforma só podem ser oferecidos sob alguns tipos de licença, em um esforço do Google para encorajar a adoção padronizada de licenças fortes e populares.
Na página de dúvidas do serviço, o Google admite que sua plataforma tem algumas desvantagens em comparação com outras similares. Por exemplo, embora haja uma série de rastreadores de observações disponíveis, o Google criou um próprio, que confia em alguns poucos campos aliados à tecnologia de buscas da empresa, para simplificar o uso.
O Google sugere que se não oferecer algumas das ferramentas exigidas, os desenvolvedores podem usar recursos hospedados por outros sites, incluindo links no seu projeto para que usuários diretos acessem as outras ferramentas.
O novo serviço é similar ao oferecido pelo site de colaboração em código aberto SourceForge.net, que em maio atingiu 100 mil projetos hospedados desde sua criação.
Os comentários sobre o anúncio do Google no site de tecnologia Slashdot.org, que, junto com o SourceForge, é mantido pelo Open Source Technology Group, foram diversos. Alguns reclamavam do fraco desempenho do SourceForge e expressavam a esperança de que o serviço do Google seja melhor. Outros reclamavam da pobreza de recursos e licenças no novo serviço do Google.
Um comentário, assinado pelo gerente de engenharia do SourceForge, Ross Turk, contudo, dizia que o projeto do Google será positivo para a comunidade open source.
Embora hoje o Google não permita que os projetos do SourceForge sejam importados para o novo site de hospedagem, o SourceForge está discutindo formas de integrar melhor os dois serviços, segundo Turk. “Espero que haja uma integração muito mais substancial, à medida que a comunidade deixe claras as suas necessidades”, ele escreveu.
PalmSource divulga biblioteca com softwares de código aberto
Por Sumner Lemon*, para o IDG Now!
Pequim – Biblioteca de código aberto lançada auxilia desenvolvedores a criarem aplicações móveis baseadas no banco de dados SQLite.
A PalmSource desenvolveu uma biblioteca de softwares em código aberto, designada a auxiliar desenvolvedores de aplicações móveis a criarem arquivos baseados no banco de dados SQLite.
A PalmSource, subsidiária da Japan Acess, divulgou a biblioteca, chamada de “libsqlfs”, sob a Licença Geral Pública Lesser na LinuxWorld Conference e Expo, em São Francisco. A biblioteca é compatível com as especificações OMA-DM (Open Mobile Alliance – Device Management) para celular.
A biblioteca “libsqlfs” foi desenvolvida como um dispositivo de extensão do SQLite para o Access Linux Plataform. A biblioteca pode salvar e restaurar aplicações e preferências de sistemas salvas no banco de dados. Para acessar o novo serviço, acesse o site da PalmSource.
Além do anúncio do novo serviço, a PalmSouce também divulgou a aliança com Acess Developer Network, uma companhia que dá suporte ao desenvolvimento de aplicações para celulares baseadas na plataforma Linux. O grupo irá ajudar desenvolvedores do Linux e da Palm OS a produzirem mais aplicações para esta plataforma.
Quais são as 10 tecnologias para 2007?
São Paulo – Gartner elege as 10 principais tecnologias para 2007. Confira.
Na abertura da XI Conferência Anual do Gartner, que aconteceu em 22/08/2006, o vice-presidente de pesquisa da consultoria, Carl Claunch, destacou os sistemas que estarão em 2007, como o EMI (Enterprise Information Management) e o aumento do esclarecimento em relação ao grid computing (portais, sistemas de mensagens instantâneas), assim como virtualização.
O analista acredita que a inovação da TI se manterá no atual ambiente econômico e que haverá ainda uma redução de produtividade em relação ao open-source, apesar de a tecnologia aparecer na lista de destaques para o próximo ano. Em evidência , portanto, estão virtualização, grid computing, service-oriented architecture (SOA) e open source, somados a outras tendências de longo prazo, como o AJAX.
“Hoje as empresas estão mais familiarizadas com grandes servidores divididos em vários outros. O que perceberemos é a integração e virtualização dessas estruturas físicas, o que facilitará o trabalho dos operadores e usuários”, destacou.
Entre os produtos com mais maturidade, o analista ressalta os de desenvolvimento, operação de sistemas e segurança. Com menos amadurecimento, estão aplicações corporativas, de fluxo de trabalho, integração de serviços e virtualização.
Em relação às tecnologias de internet, as principais, de acordo com Claunch, serão as que possuem princípios de links globalizados, descentralização e extensão. “O Google está bem porque é eficiente na coleta de idéias. Ele é capaz de identificar o quanto importante um site é”, afirma.
As 10 tecnologias destaques em 2007 para o Gartner.
1. Virtualização
2. Grid Computing
3. Service-Oriented Architecture (SOA)
4. Enterprise Information Management (EIM)
5. Open Source
6. Acesso à informação
7. Ajax
8. Mashup Composite Model
9. Computação Distribuída no Ambiente (do inglês, Pervasive Computing)
10. Coleta inteligente de dados.
Gartner traça previsões para a tecnologia na América Latina
Para o ano seguinte, na América Latina, o vice-presidente e analista emérito da consultoria, Donald Feinberg, acredita que notavelmente Brasil e México vão se tornar desafiadores em desenvolvimento de aplicações de terceirização, especialmente no mercado de processos de negócios.
Ainda em 2007, as tecnologias wireless e banda larga deverão ser, segundo Feinberg, boas o suficiente para serem consideradas e requeridas na maioria das aplicações.
Finalmente, em 2008, a América Latina caminhará para o gerenciamento de operações financeiras em tempo-real, com atenção especial para a segurança. Canais eletrônicos representarão 80% do total do número de transações.
Jay Heiser, vice-presidente de pesquisa do Gartner, ressalta que as empresas não querem reduzir flexibilidade e que é por isso que será preciso atenção com a segurança dos dados. “Em todo o mundo, empresas privados e públicas aumentarão nos próximos três anos os cuidados com as informações do negócio e o nível de transparência deverá crescer bastante”, afirma.
“O risco de hoje é mais significante do que o de dez anos atrás”, completa Heiser. Para ele, o maior cuidado continua sendo em relação às pessoas, que representam também o maior desafio.
Também por causa dos riscos associados aos negócios é que Heiser acredita que a utilização dos conceitos de governança, principalmente Sarbanes-Oxley, deverão ser cada vez mais usados nos departamentos de TI.
Virtualização: rode vários sistemas operacionais na mesma máquina
A capacidade de rodar, em uma mesma máquina física, diferentes estações lógicas – ou virtuais – não é um conceito novo. Porém, embora sua origem remeta aos ambientes de mainframe, nos anos 60, a chamada virtualização está longe de ser uma tecnologia anacrônica.
De acordo com a IDC, ela está a caminho de se tornar uma prática “padrão” entre as mil maiores empresas do mundo, listadas no ranking Fortune 1.000. Segundo dados da Forrester Research, mais de 40% das empresas norte-americanas já abraçaram a tecnologia.
De carona na onda da consolidação de servidores, a vitualização é um conceito que começou a chamar a atenção das empresas há cerca de cinco anos. Até então, era uma prática comum entre as empresas – como ainda é, em muitos casos – utilizar servidores separados para hospedar aplicações críticas, como servidores de e-mail, bancos de dados e softwares de gestão.
O problema deste modelo é que ele aproveita mal os recursos das máquinas – em média, os servidores utilizam somente de 5% a 10% da sua capacidade, segundo estimativa da empresa de software para virtualização VMware.
Com o objetivo de reduzir os custos de administração e manutenção e centralizar o trabalho dos gerentes de tecnologia, as empresas apostaram em um novo conceito: utilizar equipamentos mais robustos, com mais recursos de processamento e espaço em disco, para hospedar as diversas aplicações da companhia, prática batizada de consolidação de servidores.
Apesar dos ganhos em administração, energia e espaço, este modelo trazia uma desvantagem fundamental em relação à infra-estrutura descentralizada: se todas as aplicações da sua empresa rodam sobre um único hardware, isso significa que se ele quebrar, tudo pára. Além disso, as aplicações de uma empresa nem sempre rodam sobre a mesma plataforma; muitas vezes exigem sistemas operacionais diferentes ou mesmo versões distintas de um mesmo sistema.
Assim, a virtualização emergiu quase como uma tecnologia irmã da consolidação, permitindo rodar paralelamente, em um mesmo servidor, diversos ambientes operacionais independentes. Há diferentes formas de emular estas estações virtuais em uma mesma estação. A maneira mais comum é a instalação de uma camada de software de virtualização – fornecido por empresas como a VMware, a XenSource e a própria Microsoft – sobre o hardware, que permite a criação das máquinas virtuais que podem rodar sistemas operacionais diferentes, como Linux, Unix ou Windows.
O software de virtualização estabelece os recursos de hardware – como processamento, memória e armazenamento – que serão designados a cada estação virtual, e permite realocar estes recursos de acordo com a demanda de cada aplicação em determinado momento da companhia. “Uma das vantagens da virtualização é que é possível aproveitar melhor os recursos da máquina. Por exemplo, um servidor de e-mail exige mais do hardware durante o dia, enquanto todos os funcionários trabalham, mas fica com a capacidade ociosa durante à noite. Esses recursos podem ser alocados para rodar relatórios em uma aplicação de banco de dados durante este período”, explica Marcel Saraiva, gerente de plataformas corporativas da Intel.
“A virtualização atende a uma necessidade das companhias por maximizar os ativos existentes, fazendo mais com o mesmo. O balanceamento de responsabilidades e de uso reduz a necessidade de compra e elimina o custo de ociosidade. É uma tecnologia que tem grande apelo, pois traz resultados claros para a área financeira”, enfatiza Daniel Domeneghetti, sócio-fundador da E-Consulting e CEO da DOM Strategy.
Outra vantagem da virtualização é que é possível manter estações virtuais rodando aplicações redundantes, permitindo que, no caso de falha em um ambiente, o outro seja utilizado como recurso de contingência. Com a ajuda dos softwares apropriados, é possível ainda mover estações virtuais para hardwares diferentes, em caso de um problema físico, evitando assim a perda de produtividade.
De acordo com dados da VMware, a virtualização, combinada à consolidação de servidores, reduz em até 53% os custos com hardware e 79% os custos operacionais, gerando uma economia média de até 64% para a empresa que adota a solução.
Esta redução de custos faz com que a tecnologia tenha apelo especialmente junto a pequenas e médias empresas. “No Brasil, ainda está restrito às grandes companhias, mas a tendência é que se popularize na medida em que a arquitetura blade ganhe mais espaço”, opina o analista da IDC Brasil, Reinaldo Roveri.
Para Saraiva, da Intel, um fator que deve fomentar a adoção da virtualização nas empresas é a evolução dos processadores com múltiplos núcleos – a companhia prepara chips de quatro núcleos para lançar no mercado ainda em 2006 e a rival AMD promete sua linha quadri-core para 2007.
De acordo com projeções da IDC, as iniciativas de consolidação e virtualização de servidores vão contribuir para um aumento de 20% ano-a-ano nas vendas de sistemas quadriprocessados (com quatro chips) no segundo semestre de 2006.
Do ponto de vista de software, a Forrester Research prevê que os desafios iniciais na obtenção de suporte para plataformas virtuais e modelos de licenciamento que se adaptem à tecnologia se tornem coisa do passado, diante da rápida adoção da tecnologia.
Um exemplo desta flexibilização é o recente anúncio de uma improvável parceira entre a Microsoft e a fornecedora de virtualização XenSource, que fará com que a nova versão versão do sistema operacional Windows Server e sua tecnologia de virtualização suportem a emulação de estações rodando sistemas operacionais Linux e Unix, por meio de ferramentas da Xen. Ao que tudo indica, os ventos da indústria de tecnologia sopram a favor da virtualização.
Wikis podem aposentar conceito de intranet nas empresas
Para definir o que fazem os wikis, ninguém melhor do que ela, a própria Wikipedia: “software colaborativo que permite a edição coletiva dos documentos usando um singelo sistema e sem que o conteúdo tenha que ser revisto antes da sua publicação”.
O conceito é realmente simples – textos publicados na web que podem ser modificados por qualquer usuário, via browser, sem a necessidade de autorização prévia, aliados a um sistema que registra todas as alterações e as exibe, de forma transparente, tornando a construção do conhecimento muito mais fluída.
As aplicações são as mais diversas. Na web, é possível encontrar desde guias de viagem e sites de notícias até verdadeiros manuais de tecnologia, abordando temas como Mac, Linux e Java, todos construídos colaborativamente. Dentro das empresas, as possibilidades também são infinitas. “É possível desenvolver produtos, elaborar propostas comercias de forma cooperada, criar um wiki que ajude a definir as melhores formas de atender um cliente ou estabelecer políticas de recursos humanos, por exemplo”, explora Sérgio Lozinsky, líder em estratégia corporativa para América Latina da IBM Global Business Services.
Os wikis são um dos elementos da chamada Web 2.0, de forma bastante geral, baseia-se em um novo paradigma de produção de conteúdo, que parte dos usuários para os próprios usuários – sites de compartilhamento de vídeos (como o YouTube), de fotos (Flickr), bookmarks (Del.icio.us), blogs e redes sociais atestam a crescente popularidade do modelo.
No mundo corporativo, a aplicação deste modelo pressupõe não mais uma comunicação hierarquizada, que parte da cúpula para a base, mas uma construção difusa das idéias dentro da empresa. Em outras palavras, sai de cena a intranet e entram os wikis.
No Brasil, este é um modelo ainda não muito difundido entre as empresas. “Sabemos de algumas experiências, mas ainda está muito restrito a empresas da área de Tecnologia da Informação. No futuro, esta tecnologia poderá ser usada por empresas da área farmacêutica, para criar um novo remédio, por exemplo. Pensando além, podem ser criados wikis que extrapolam o ambiente interno e se estendem à cadeia de parceiros das empresas”, especula o executivo da IBM.
O conceito é novo, mas não totalmente inexplorado em terra tupiniquim. O Peabirus, plataforma para criação de redes orgânicas (que, em uma comparação simplista, funcionam como as redes sociais, cujo principal expoente no Brasil é Orkut) que reúnem diferentes elos de cadeias produtivas – empresas, pesquisadores, entidades setoriais, entre outros -, estréia nesta semana um wiki voltado a apresentar os projetos que estão sendo criados e discutidos dentro do ambiente.
“O Wikirus será aberto à visitação pública, mas só poderá ser editado pelos próprios participantes do Peabirus, que hoje são mais de mil, em diferentes cadeias produtivas”, explica Rodrigo Mesquita, diretor da empresa Raduim Systems, criadora da plataforma. “Além disso, teremos o Educarus, que será um wiki voltado, inicialmente, à definição das políticas de conduta dentro do Peabirus”, acrescenta.
Mas como toda boa idéia, o wiki pode se tornar um complicador dentro da empresa, em vez de um facilitador, se não for adotado da forma correta, observando-se alguns cuidados. Lozinsky, que participa de um wiki com mais de mil membros (em apenas dois meses de vida) dá algumas dicas para o sucesso de um wiki corporativo:
1. Massa crítica
Muitos wikis nascem dentro da própria organização, em um pequeno grupo, e vão ganhando a adesão de outros membros da empresa, o que facilita a criação da cultura. Mas quando a empresa opta por criar um wiki, é preciso um esforço para gerar massa crítica – ou seja, fazer com que de fato as pessoas participem da sua elaboração. “Não bastam três pessoas para fazer um wiki, é preciso reunir diversos talentos para que ele faça sentido. Além disso, cada colaborador vai ter que ter algo a doar e algo a receber daquele wiki, senão não voltará lá”, opina o executivo da IBM.
2. Cultura
Tentar impor a criação de wikis dentro de uma companhia vai totalmente de encontro à própria proposta da livre colaboração, portanto, antes de tudo, é preciso observar se a empresa possui uma cultura colaborativa. A solução e pode estar na criação de campanhas incentivo e divulgação para que as pessoas experimentem e, se sentirem à vontade, adotem a prática.
3. Atualização
O wiki é um texto vivo, e para que continue fazendo sentido, tem que estar em constante atualização. “Se você entrar em um wiki de manhã e voltar à noite, sem notar nenhuma diferença, ele está fadado a morrer”, vaticina Lozinsky.
4. Administração
Embora pressuponha a liberdade de intervenção geral e sem hierarquia, todo wiki tem pelo menos um administrador, responsável pela moderação daquele ambiente. Como na Wikipedia, os administradores removem eventuais incorreções e vandalismos. É necessário também que este gestor esteja envolvido com a área de TI, que garantirá a segurança e a infra-estrutura do projeto.
5. Investimento
Uma das vantagens dos projetos de wiki é que eles não exigem um investimento inicial alto. Estão disponíveis para download softwares gratuitos que permitem implementar o sistema sem grandes despesas. Os custos, alerta Lozinsky, poderão vir no futuro, associados à governança destes wikis, caso eles venham a vingar, exigindo recursos humanos responsáveis por questões como ética e segurança, entre outros.
Softwares gratuitos que podem ser usados para criação de wikis:
Virtualização aquece o mercado de servidores
O desenvolvimento de novas tecnologias que otimizam os trabalhos das grandes empresas deve causar barulho no mercado de servidores. Tendo ciência de que mais de 70% das grandes empresas mundiais já utilizam ou pretendem implantar a chamada virtualização, conforme indicado por estudo da empresa de consultoria e pesquisas Yankee Group , os fornecedores de tecnologia da informação se adiantam e lançam produtos de olho no mercado de servidores, que deve movimentar quase US$ 3 bilhões no mundo até 2009, com crescimento anual de 6,5%. Só no Brasil, esse segmento cresceu 25% em 2005, segundo a consultoria IDC .
A IDC define virtualização como “uma coleção de seis tipos de softwares que abstraem sistemas operacionais ou aplicativos de qualquer recurso físico”. Em termos práticos, a tecnologia permite que um mesmo processador rode ao mesmo tempo vários sistemas operacionais ou aplicativos, como o Windows e o Linux. Os principais benefícios desse tipo de solução são a redução de custos e a possibilidade de maximização da capacidade dos servidores. Segundo Marcel Saraiva, gerente de plataformas corporativas da Intel , a economia com custos de manutenção pode chegar a 53% — custos que, de acordo com Saraiva, representam 89% do orçamento de tecnologia da informação (TI) das empresas. Da mesma forma que os processadores podem rodar vários sistemas, com a virtualização eles não ficam mais atrelados a um só processador. Ou seja, é possível “alocar” a capacidade disponível para a tarefa mais crítica a ser realizada, eliminando o problema de subutilização de capacidade dos processadores. Segundo Bruno Lobo, diretor comercial da Symantec , apenas 35% dessa capacidade, em média, é utilizada nas empresas. Com a virtualização é possível chegar perto dos 100%.
Processadores
Um dos fatores que alavanca a adoção de tecnologias de virtualização é a melhora significativa da capacidade dos processadores. “A Intel percebeu que existia essa tendência e procurou oferecer produtos específicos”, afirma Marcel Saraiva, gerente da empresa que detém mais da metade do mercado de processadores para servidores. Segundo Saraiva, todos os novos produtos para servidores da companhia já suportam a tecnologia. Maior concorrente da Intel, a AMD , que detém 22,8% do mercado, também anunciou que vai oferecer produtos com capacidade de virtualização ainda esse ano. Softwares
A disputa por esse mercado tem feito a Microsoft fazer alianças até com empresas que oferecem Linux, sistema operacional de código aberto que é o maior concorrente do Windows, seu sistema operacional. Na semana passada, a empresa anunciou uma parceria com a XenSource , distribuidora do Linux, para permitir que o Windows Server, sistema operacional para servidores da Microsoft, rode em máquinas que estão ao mesmo tempo funcionando com Linux. “A demanda por virtualização aumenta e os motivos são economia e flexibilidade”, diz Roberto Prado, gerente de estratégias de mercado da Microsoft. A iniciativa faz parte da estratégia preparada pela Microsoft para competir com a VMware , subsidiária da EMC que detém 55% do mercado de softwares para virtualização de servidores.
Outras empresas também se beneficiam do crescimento desse mercado e desenvolvem soluções mais específicas, como a Citrix , que fabrica softwares de infra-estrutura de acesso como o Citrix Presentation Server, solução que permite que os aplicativos sejam implementados e gerenciados de maneira central enquanto fornece acesso seguro a qualquer usuário, em qualquer lugar. “A idéia é que o usuário possa acessar a ferramenta que precisa de qualquer lugar, com qualquer equipamento” afirma Erika Ferrara Camargo, gerente regional de canais da Citrix.
A Symantec, empresa que atua no mercado de segurança, está oferecendo soluções para o gerenciamento da capacidade dos servidores. O software identifica o processo que está demandando maior capacidade e “aloca” os processadores necessários
Governo esclarece e oficializa uso único de software livre no PC popular
Circular do MCT esclarece que não há impedimentos legais para que sejam incluídos outros aplicativos nos equipamentos do Computador para Todos, desde que se enquadrem na categoria “software livre”.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
O governo federal autorizou, por meio de uma circular, os fabricantes a incluírem softwares extras nos equipamentos pertencentes ao Computador para Todos, desde que sejam exclusivamente de código aberto.
A informação foi divulgada em uma circular distribuída pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) aos fabricantes e busca de encerrar de vez as tentativas dos fabricantes de inclusão de softwares proprietários ou de dual boot nas máquinas do programa. Em visita a São Paulo recentemente, o secretário de Política de Informática do MCT, Augusto Gadelha, havia comentado que o governo realizaria a iniciativa.
No documento, o MCT esclarece que “não há impedimento legal para que se inclua na solução de informática outros softwares além daqueles constitutivos do pacote mínimo exigido” – de 26 aplicativos – desde que se incluam na categoria de “software livre de código aberto com permissão de uso, estudo, alteração, e execução e distribuição”.
A decisão de divulgar um comunicado padronizando o posicionamento do governo frente ao caso coloca um ponto final nas divergências de discursos dos órgãos. Há vários meses fabricantes que integram o programa Computador para Todos declaram que recebem sinal verde do departamento jurídico do MCT para incluir o dual boot.
O COMPUTERWORLD teve acesso ao documento. Leia a íntegra:
“OFÍCIOCIRCULAR/MCT/SEPIN/Nº013/2006
Brasília (DF), 24 de julho de 2006.
Assunto: Possibilidade de inclusão de softwares adicionais àqueles constitutivos do pacote mínimo previsto no Anexo II da Portaria MCT nº 624, de 4 de outubro de 2005. Requisitos indispensáveis que devem cumprir.
Prezados Senhores,
Tendo em vista questionamentos e incertezas que têm surgido a propósito da possibilidade de instalação de softwares adicionais àqueles previstos para a solução de informática que compõe o Projeto Cidadão Conectado – Computador para Todos, nos termos do Anexo II à Portaria MCT nº 624, de 4 de outubro de 2005, vimos esclarecer que, conforme se encontra regulamentada a matéria, não há impedimento legal para que se inclua na solução de informática outros softwares além daqueles constitutivos do pacote mínimo exigido, desde que, de igual modo, observem eles os “REQUISITOS MÍNIMOS PARA TODOS OS PROGRAMAS DE COMPUTADOR” previstos no item “a” do Anexo II à referida Portaria, inclusive o disposto no subitem “a.8”, que exige deva tratar-se de “Software livre de código aberto com permissão de uso, estudo, alteração, e execução e distribuição”.
Esclarecemos, outrossim, que qualquer eventual alteração relativamente a essa orientação será imediatamente comunicada a todos os interessados.
Atenciosamente,
AUGUSTO CÉSAR GADELHA VIEIRA
Secretário de Política de Informática”
O início
Crie o Blog desde o dia 26/07/2006, porém estava sem tempo para aprender a mexer e postar, mas bem agora está inaugurado oficialmente.
Este Blog acaba de ser batizado e se chamará: Startups.
Startups é um jargão americano criado no primeiro boom da Internet. Designa os novos negócios da Web.
Este Blog se destinará a apresentar artigos que eu julgar interessantes e artigos que Eu mesmo redigir. Normalmente os artigos terão ligação direta à informática (redes, tecnologias, conceitos, lançamentos, CEOs, conteúdo em geral de TI).
Espero que todos participem e mandem sugestões.
Abraço a todos os Blogueiros que acessaram meu Blog.
Milton Jr.
Obs.: Links vinculados as notícias postadas no Blog não serão de minha responsabilidade.