Empregos em TI mudam de perfil
Framingham – Analistas destacam quais profissões estarão em alta neste setor nos próximos anos.
Os profissionais de TI mais requisitados pelas corporações no ano de 2010 provavelmente não serão aqueles com habilidades técnicas arraigadas. Nos Estados Unidos, as funções mais práticas de programação e suporte terão sido totalmente terceirizadas no país ou de forma offshore até o fim da década. Os departamentos de TI serão povoados por “profissionais versáteis” – indivíduos que têm background em tecnologia, mas também conhecem a área de negócio a fundo, elaboram e executam planos de tecnologia em sintonia com o foco da empresa e cultivam muito bem relações dentro e fora da organização.
Este é o cenário desenhado por três empresas de pesquisa que fizeram uma projeção de como será o mercado de TI em 2010 – o ano que marca o ápice da década dos profissionais versáteis. Mas o que está provocando esta evolução? Dentre os vários motivos encontrados estão as mudanças de comportamento do consumidor, aumento de fusões e aquisições, terceirização, proliferação de dispositivos móveis e crescimento do volume de dados armazenados.
Além disso, também é um consenso o fato de que as habilidades exigidas para desempenhar estas funções técnicas no futuro serão desenvolvidas fora da área de TI. Algumas destas habilidades virão de talentos artísticos, excelência em matemática ou até capacidade de falar em público, produzindo uma combinação de características pessoais que não costumam ser vistas no mundo de TI.
Este novo mundo vai reunir expertise em áreas como engenharia financeira, tecnologia e matemática, gerando a próxima leva de ferramentas e tecnologias criativas. Google, eBay e Yahoo já estão contratando gurus em matemática, análise financeira, engenharia e tecnologia que vão criar algoritmos imaginativos para suprir as necessidades online de usuários. A National Academy of Sciences identificou uma área de conhecimento emergente que combina capacidades tecnológicas com habilidades artísticas e criativas. O desenvolvimento de jogos para computador é um exemplo de como isso pode ser aplicado na prática.
Projeto de lei exige regulamentação do profissional de tecnologia
Brasília – Projeto quer garantir que apenas profissionais graduados ou com mais de cinco anos na área de tecnologia atuem no segmento.
As atividades de profissionais das áreas de informática, computação e sistemas de informação, poderão, em breve, ter regras específicas para regulamentação. Trata-se do projeto de lei 7109/06, de autoria do deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG) destinado a regulamentar o trabalho de funcionários desses setores.
Segundo a proposta, poderão exercer essas atividades os portadores de diploma universitário dos cursos de informática ou computação, processamento de dados, sistemas de informação e áreas correlatas reconhecidas pela legislação do ensino. Quem estudou no exterior deverá validar o diploma no Brasil.
Os tecnólogos e os formados em cursos seqüenciais e técnicos da área de informática e computação também poderão exercer a profissão, desde que observem as leis vigentes.
Aqueles que não tiverem formação superior ou técnica, mas que comprovarem por meio de documentos que trabalham na área há pelos cinco anos, poderão continuar trabalhando. No entanto, eles terão que regularizar a sua situação profissional no Ministério do Trabalho.
Caso o projeto seja aprovado, o Executivo deverá enviar ao Congresso Nacional, no prazo de 60 dias, um projeto de lei criando o Conselho Federal de Informação e Computação e os conselhos regionais, estabelecendo as definições legais para a atividade profissional e sindical dessas áreas de trabalho.
Enquanto esses conselhos não forem implantados, o projeto estabelece que os profissionais com formação superior deverão registrar o diploma no Ministério do Trabalho.
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.